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O que é Neurologia Infantil?

Neurologia Infantil ou Neuropediatria é a subespecialidade médica responsável em avaliar crianças e adolescentes com disfunções no Sistema Nervoso. O Sistema Nervoso é dividido em Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico (SNP). O SNC é subdividido em Encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e Medula Espinhal. O SNP, formado pelos nervos, é subdividido em Sistema Nervoso Voluntário e Sistema Nervoso Autônomo.

O que faz o Neurologista Infantil?

O Neurologista Infantil é o profissional capacitado para avaliar as diversas fases de maturação e desenvolvimento neurológico da criança, desde o período neonatal até a adolescência, considerando suas aquisições motoras, cognitivas e de linguagem.

As funções cognitivas e motoras podem ser influenciadas não só pelos aspectos da organização cerebral, sejam anatômicos, neurofisiológicos ou neuroquímicos, mas também por alterações das emoções, moduladas pelo ambiente e diferenças individuais, interferindo diretamente em seu comportamento e, consequentemente, em seu convívio e aprendizado.

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Uma anamnese detalhada (história pregressa e atual do paciente), contendo informações pré, peri e pós natais, seguida de exame físico geral e neurológico completo, dirigido para a idade da criança, guiam o raciocínio clínico diagnóstico para a montagem da estratégia terapêutica. Muitas vezes, é necessário ampliar a investigação com exames complementares e avaliações de outros profissionais das áreas da saúde e educação.


Como a criança chega ao consultório do neurologista infantil?

A criança com discreta alteração neurológica muitas vezes passa despercebida pelos pais, professores ou pediatras. Essa alteração pode ser confundida, inicialmente, com um comportamento “preguiçoso”, “pueril”, “mimado” ou até mesmo “mal educado” por falta de estímulo ou limite dos pais. Por isso, é muito comum a criança ser encaminhada para avaliação neuropediátrica quando já existe impacto no seu desempenho escolar e/ou nas habilidades sociais, atrasando a terapêutica.

Em contrapartida, o paciente com comprometimento neurológico evidente, normalmente é encaminhado pelo pediatra ou por outros especialistas já no primeiro momento.

Quais as doenças ou transtornos que são cuidadas pelo neuropediatra: 

• Dificuldades Escolares

• Alterações Comportamentais

• Cefaléias (dores de cabeça)

• Distúrbios do Sono (Parassonias)

• Distúrbios das Eliminações (Enurese e Encoprese)

• Hiperatividade e Déficit de Atenção

• Transtorno do Espectro Autista (TEA)

• Crises Convulsivas/ Epilepsia

• Paralisia Cerebral

• Doenças Musculares

• Erros inatos do Metabolismo

• Doenças degenerativas do sistema nervoso central e periférico


Como é feita a abordagem terapêutica?

Atualmente, está bem estabelecido na literatura que quanto mais precoce o diagnóstico e definida a estratégia terapêutica adequada, melhor é o prognóstico e menor o impacto na vida da criança, da família e de todos a sua volta.

Durante o tratamento, utilizamos não só farmacoterapia, mas também terapias de apoio com o fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicomotricista, psicólogo, neuropsicólogo e pedagogo.

Esses profissionais são fundamentais para estimular a criança com alteração do neurodesenvolvimento, visando sempre à sua independência e garantindo a sua autonomia na fase adulta, graças à neuroplasticidade.

Todos esses novos conhecimentos nos têm permitido maiores e melhores abordagens terapêuticas para a criança com comprometimento neurológico.

Por que é importante o compromisso de todos?

Para garantir uma boa resposta terapêutica é necessário ter uma equipe informada e atualizada. É de fundamental importância expor aos pais e profissionais envolvidos, de forma clara e detalhada, a respeito de toda a investigação diagnóstica, planos terapêuticos e prognóstico.

O Neuropediatra é responsável em reavaliar periodicamente o paciente e  promover a  integração da equipe, formada também por pais e professores,  no intuito de atualizar a terapêutica de acordo com os avanços adquiridos ou modificá-la se não obtiver respostas nos primeiros meses de intervenção, sempre em busca de um único objetivo: a máxima autonomia do paciente.

Todos são peças importantes no trabalho, cada um representa uma pequena parcela do resultado final. Compromisso, dedicação e respeito entre os integrantes da equipe e o paciente são chaves importantes para conquistar a excelência em qualidade e satisfação de ambas as partes.